Avaliação escolar
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=NyV47Ty3JzA#!
Aqui está um vídeo sobre a avaliação...
AVALIAÇÃO NÃO É APENAS UMA NOTA, UM CONCEITO, AVALIAÇÃO É UM PROCESSO CONSTANTE, NÃO DEVEMOS AVALIAR APENAS O EDUCANDO, MAS TAMBÉM O AMBIENTE EM QUE ELE VIVE!
By: Daniela Bortolini
Esse Blog tem como finalidade postagem de um trabalho da disciplina de Tecnologias da Educação, do curso de Licenciatura em Pedagogia da FADEP. O Blog sera atualizado diariamente pelas acadêmicas Daniela Bortolini, Jocilene Mucke, Larissa de Quadros, Luciane Malacarne e Soraya Copatti Hartwig. Pelo período de sete semanas, com temas e assuntos variados com enfoque na educação.
sábado, 10 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Olá Professores:
O tema avaliação
é sempre um assunto polêmico na escola, pois de um lado tem o professor que
precisa avaliar seus alunos, todos tantos aqueles “mais avançados” como os que
têm mais dificuldades neste processo, de outro o sistema educacional, e de
outro ainda a família que quase sempre quer questionar a avaliação que seus
filhos receberam na escola e no processo escolar. Sendo assim aqui vão algumas
perspectivas sobre a avaliação para que possa servir de ajuda neste momento
para os educadores:
Para Libâneo (2004, p.253), a avaliação sempre deve
ter caráter de diagnóstico e processual, pois ela precisa ajudar os professores
a identificarem aspectos em que os alunos apresentam dificuldades. A partir
daí, os professores poderão refletir sobre sua prática e buscar formas de
solucionar problemas de aprendizagem ainda durante o processo e não apenas no
final da unidade ou no final do ano.
A prática da
avaliação pressupõe a relação entre professor, conhecimento e sujeito
do conhecimento. Em outras palavras: a avaliação está vinculada ao que o
professor considera conhecimento válido, útil, desejável e ao que o professor
considera ser o processo de construção desse conhecimento. A perspectiva atual
é a de considerar o aluno como construtor do seu próprio conhecimento e
o professor como mediador e orientador desse processo.
Apesar de estarmos
falando sempre do professor, é preciso não esquecer que a avaliação é um processo
que interessa a todos, na escola. A tomada de decisões sobre a perspectiva de
avaliação a ser realizada pela escola deve ser um processo coletivo, e, nesse
sentido, interessa a toda comunidades escolar, inclusive à equipe gestora.
Nessa perspectiva, o objetivo das práticas avaliativas é
promover a aprendizagem e o desenvolvimento do aluno. Os professores,
certamente, não entrarão em classe para reprovar, mas para promover cada um dos
alunos, e a escola como um todo deve oferecer as condições para que isso
aconteça. A promoção do aluno, porém, não se identifica com aprovação
automática, tão questionada pelos prejuízos que têm causado aos estudantes da
rede pública de ensino, provocando a exclusão social. A promoção deve estar
vinculada a uma aprendizagem efetiva e deve ser consequência de um trabalho
pedagógico comprometido com a função
social da escola. Isso significa
trabalhar a favor do aluno, para que ele aprenda se torne competente, se torne
um cidadão feliz, bem sucedido.
Nessa perspectiva a avaliação deve estar voltada para a
aprendizagem do aluno (a aprovação é apenas uma consequência...) e para a sua
inclusão nos processos escolares e na sociedade como ser ativo, autônomo,
ético, informado, participante dos processos de produção e de melhoria social.
Nesse caso, a avaliação será realizada para:
· diagnosticar,
ou seja, conhecer as condições de trabalho, as dificuldades e possibilidades do
aluno;
· melhorar
as condições e subsidiar o
curso da ação didática a cada etapa do processo, ou seja, corrigir distorções,
indicar possibilidades, modificar estratégias;
· tomar
decisões referentes à
necessária intervenção pedagógica (mudar materiais didáticos, rever
metodologia, apoiar alunos com dificuldades etc).
Assim, somente tendo clareza sobre as práticas
pedagógicas desenvolvidas na escola, poderão todos gestores, professores,
alunos e pais - dar um novo significado ao processo de avaliação, contribuindo,
assim, para o cumprimento da função social da escola pública.
Espero que esse material
ajude na hora de estar avaliando seu aluno, e lembre-se sempre, que a avaliação
é um processo que deve ser constante amplo e sistematizado dentro da sala de
aula, deve-se começar avaliar e conhecer o seu aluno desde o inicio do ciclo, e
avaliar um aluno é sim comparar a melhora em seu desempenho e ascensão de
conhecimento escolar, mas comparar a ele mesmo e a suas realizações e
conquistas e nunca comparar um aluno com o outro, pois cada um tem seu tempo e
sua maneira de aprender.
By: Larissa de
Quadros.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Veja a charge a seguir:
Com ela podemos analisar que o menino fica indignado com a nota que tirou, e ainda reclama para Mafalda que a professora não deveria ter lhe dado nota baixa, pois ele é um freguês da escola, ou seja, vai todos os dias para a escola e ainda tem que enfrentar as notas baixas que a professora lhe dá.
Segundo Ana Maria Avela Saul, a Avaliação educacional acontece em três momentos, como ela mesma nos diz, o texto está dividido em três partes:
No primeiro momento, temos a: Trajetória histórica da avaliação educacional, o qual ela nos relata que: "A avaliação é uma constante em nosso
dia-a-dia. Não aquela que fazemos ou que estamos comprometidos a fazer quando
nos encontramos na Escola, mas um outro tipo, como aquele em que avaliamos
impressões e sentimentos. (...) É assim que, nas interações cotidianas, em
casa, em nossa trajetória profissional, durante o lazer, a avaliação sempre se
faz presente e inclui um julgamento de valor sobre nós mesmos, sobre o que
estamos fazendo, sobre o resultado de trabalhos.
Na ação escolar, a avaliação incide sobre ações ou sobre objetos específicos -
no caso, o aproveitamento do aluno ou nosso plano de ação."
"Trazemos ainda uma forte marca norte-americana nas formas de trabalho, nos livros-texto, nas programações, nas ações de alteração curricular e, conseqüentemente, nas formas de avaliação."
"Vários autores conseguiram teorizar o cotidiano e a prática social, mostrando que as escolas possuem dentro delas, e a sociedade também, formas de resistência, no sentido de se oporem e recriarem a ideologia."
"Trazemos ainda uma forte marca norte-americana nas formas de trabalho, nos livros-texto, nas programações, nas ações de alteração curricular e, conseqüentemente, nas formas de avaliação."
"Vários autores conseguiram teorizar o cotidiano e a prática social, mostrando que as escolas possuem dentro delas, e a sociedade também, formas de resistência, no sentido de se oporem e recriarem a ideologia."
Em segundo momento a autora aborda o tema: Relação entre avaliação da aprendizagem e
processo pedagógico "Os professores não estão satisfeitos (salvo
exceções) com a avaliação que fazem. Querem melhorar o processo de avaliação e,
mais ainda, consideram que mudando a avaliação melhora-se a qualidade de
ensino."
"Porque a avaliação é intrinsecamente ligada ao processo pedagógico que
nós estamos desenvolvendo. A avaliação faz parte desse processo, mas não
podemos fazer o caminho inverso - ter a crença de que mudando o processo de
avaliação, exclusivamente, melhora-se a qualidade da Educação."
"A avaliação deve ser melhorada sim, mas dentro do conjunto das práticas educativas do qual ela faz parte. Sem isto, não tem sentido trabalhar especificamente sobre a avaliação."
"A avaliação está-se tornando o centro da aula, em torno do qual tudo gira. Só que em vez de centralizar a ação nos processos de produção de conhecimento, de ensino-aprendizagem que envolvem as pesquisas e as relações professor-aluno, tudo é voltado para a avaliação."
"Por que a avaliação se tornou uma prática educacional tão poderosa? Ela faz o quê? Ela se tornou uma prática ameaçadora, uma prática autoritária. Mas ela não é isoladamente autoritária. Ela o é, porque está no bojo de um conjunto, de uma Educação entendida como transmissora de informações, que é igualmente autoritária."
"A avaliação deve ser melhorada sim, mas dentro do conjunto das práticas educativas do qual ela faz parte. Sem isto, não tem sentido trabalhar especificamente sobre a avaliação."
"A avaliação está-se tornando o centro da aula, em torno do qual tudo gira. Só que em vez de centralizar a ação nos processos de produção de conhecimento, de ensino-aprendizagem que envolvem as pesquisas e as relações professor-aluno, tudo é voltado para a avaliação."
"Por que a avaliação se tornou uma prática educacional tão poderosa? Ela faz o quê? Ela se tornou uma prática ameaçadora, uma prática autoritária. Mas ela não é isoladamente autoritária. Ela o é, porque está no bojo de um conjunto, de uma Educação entendida como transmissora de informações, que é igualmente autoritária."
E finalmente no terceiro momento, podemos conhecer e identificar em seu texto a: Avaliação enquanto diagnóstico do processo
ensino/aprendizagem "Trabalhar com avaliação é importante, no
sentido de que a entendamos vinculada a uma prática educacional necessária para
que se saiba como se está, enquanto aluno, professor e conjunto da Escola; o
que já se conseguiu avançar, como se vai vencer o que não foi superado e como
essa prática será mobilizadora para os alunos, para os professores, para os
pais."
Leia
mais em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/int_a.php?t=019
By: Soraya Copatti Hartwig
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
“O modelo
classificatório de avaliação, onde os alunos são considerados aprovados ou não
aprovados, oficializa a concepção de sociedade excludente adotada pela escola.
O resultado da avaliação é considerado portanto, como uma sentença, um veredito
oficial da capacidade daquele aluno que fica registrado e é perpetuado para o
resto de sua vida. O mais triste porém é que a publicação dos resultados não
revela o que o aluno conseguiu aprender, é um resultado fictício, definindo um
perfil, pela cristalização desse falso resultado”. (Andréa Cristina Marques de Araújo).
Disponível em: http://www.ccuec.unicamp.br/revista/infotec/artigos/andrea_cristina2.html. Acesso em: 07 Nov. 2012.
Disponível em:
A fala da autora mostra exatamente o modelo de
avaliação classificatória que não é o correto para se fazer nas escolas, onde o
modelo de avaliação a ser adotado deve ser aquele que valorize o que o aluno
aprendeu, mas não comparando aos outros
e sim tomando o aluno como ser particular e analisar a evolução em seu nível de
conhecimento, considerando sua aprendizagem e capacidade de absorção do
conteúdo. Para complementar vejam esse vídeo que trata melhor do assunto,
discutindo inclusive o conceito mais apropriado para avaliação e traz também sugestões
de referências bibliográficas.
O PAPEL DA AVALIAÇÃO NA APRENDIZAGEM. http://www.youtube.com/watch?v=NyV47Ty3JzA&feature=related.
BY: JOCILENE MUCKE
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Avaliação escolar
AVALIAÇÃO
A avaliação é uma ferramenta
extremamente importante no processo de ensino aprendizagem. Através dela, os
professores podem perceber se sua metodologia de trabalho foi eficaz e garantiu
o aprendizado dos alunos, ou, se é necessário retomar os conteúdos de outra
forma para garantir o sucesso do aluno.
Para OLIVEIRA (2002, p. 253) “A
avaliação do desenvolvimento infantil deve atuar como recurso para auxiliar o
progresso das crianças”.
A autora destaca ainda que:“A avaliação educacional
requer um olhar sensível e permanente do professor para compreender as crianças
e responder adequadamente ao “aqui-e-agora” de cada situação. Perpassa todas as
atividades, mas não se confunde com aprovação/reprovação. Sua finalidade não é
excluir, mas exatamente o contrário: incluir as crianças no processo
educacional e assegurar-lhes êxito em sua trajetória por ele”.
A
avaliação realmente não tem a finalidade de excluir ninguém do processo
educativo, mas, muitas vezes ela é utilizada de maneira errada e acaba sim
excluindo aqueles que não conseguiram acompanhar o conteúdo e selecionando os
melhores, os que se destacam e tiram as melhores notas nas provas.
Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação
Infantil (1998, vol. 1, p. 59) a avaliação deve ser entendida: “(...) como um
conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de
aprendizagem oferecidas e ajustar sua prática às necessidades colocadas pelas
crianças. É um elemento indissociável do processo educativo que possibilita ao
professor definir critérios para planejar as atividades e criar situações que
gerem avanços na aprendizagem das crianças. Tem como função acompanhar,
orientar, regular e redirecionar esse processo como um todo”.
Ela deve ser processual e auxiliar no processo de
aprendizagem, fortalecendo a autoestima das crianças, ao invés de
desestimulá-las, promovendo sentimento de impotência e fracasso.
A avaliação permite que as crianças acompanhem suas conquistas,
dificuldades e possibilidades frente ao processo educativo. Deve ocorrer de
forma sistemática e contínua promovendo a melhoria da educação.
REFERÊNCIAS:
Referencial curricular nacional para a
educação infantil / Ministério da
Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental – Brasília: MEC/SEF,
1998.
OLIVEIRA,
Zilma Ramos de. Educação Infantil:
fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002.
ASSISTA TAMBÉM AO VÍDEO SOBRE AVALIAÇÃO ESCOLAR: http://www.youtube.com/watch?v=V7pX5U0zIB8
LEIA ESTE INTERESSANTE ARTIGO SOBRE AVALIAÇÃO ESCOLAR:
By: Luciane Malacarne
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
O uso das tecnologias na educação vem
sendo cada vez mais intenso, não há como
negar a utilização de certas ferramentas, mas a questão é como usá-las sem
prejudicar o processo de ensino-aprendizagem. A respeito disso Andrade (2011)
nos coloca que: “O desenvolvimento cognitivo do ser humano está sendo mediado por
dispositivos tecnológicos, onde as novas tecnologias da informação e comunicação
estão ampliando o potencial humano. Observa-se que a informação se
disponibiliza através de tecnologias cada vez mais inovadoras, o que demanda
novas formas de se pensar, agir, conviver e principalmente aprender com e
através dessas tecnologias”.
No entanto nem educadores nem educandos
devem esquecer-se que o uso dessas ferramentas tecnológicas devem ser somente
algumas ferramentas dentre tantas que auxiliam no ensino e que não devem substituir
o educador na construção do conhecimento. Com o intenso uso dessas ferramentas
surge uma nova forma de aprender, que Moran (2009) nos diz o seguinte: “As
empresas estão muito ativas na educação on-line e buscam nas universidades mais
agilidade, flexibilização e rapidez na oferta de educação continuada. Os avanços
na educação à distância com a LDB e a Internet estão sendo notáveis. A internet
tirou da educação à distância o ar de isolamento, de atraso, de ensino de
segunda classe”.
Mas com o uso cada vez maior dessas
tecnologias na educação e o surgimento dessa nova forma de ensinar surge também
uma importante questão, existe a possibilidade de o papel do professor ser extinto?
Ele pode perder sua função na educação? Ficam ai duas questões importantes para
vocês pensarem. By: Jocilene Mucke
REFERÊNCIAS: ANDRADE, Ana Paula Rocha. O
Uso das Tecnologias na Educação: Computador e Internet. Disponível em: http://www.fe.unb.br. Acesso em: 02 Nov 2012.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Olá pessoal, estou aqui para mostrar a vocês uma entrevista super interessante para a revista Veja com: Guilherme Canela Godoi, onde ele aborda o tema:
Desafio aos professores: aliar tecnologia e educação.
Seja por meio de celular, computador ou TV via satélite, as diferentes tecnologias já fazem parte do dia a dia de alunos e professores de qualquer escola. Contudo, fazer com que essas ferramentas de fato auxiliem o ensino e a produção de conhecimento em sala de aula não é tarefa fácil: exige treinamento dos mestres. A avaliação é de Guilherme Canela Godoi, coordenador de comunicação e informação no Brasil da Unesco, braço da ONU dedicado à ciência e à educação. "Ainda não conseguimos desenvolver de forma massiva metodologias para que os professores possam fazer uso dessa ampla gama de tecnologias da informação e comunicação, que poderiam ser úteis no ambiente educacional." O desafio é mundial. Mas pode ser ainda mais severo no Brasil, devido a eventuais lacunas na formação e atualização de professores e a limitações de acesso à internet - problema que afeta docentes e estudantes. Na entrevista a seguir, Godoi comenta os desafios que professores, pais e nações terão pela frente para tirar proveito da combinação tecnologia e educação.
Qual a extensão do uso das novas tecnologias nas escolas brasileiras?
Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/desafio-aos-professores-aliar-tecnologia-educacao
Esse é um Vídeo super interessante que achei, e resolvi compartilhar com vocês.
Infelizmente, não existem dados confiáveis que permitam afirmar se as tecnologias são muito ou pouco utilizadas nas escolas brasileiras. Censos educacionais realizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que a maioria das escolas públicas já tem à sua disposição uma série de tecnologias. No entanto, a presença dessas ferramentas não significa necessariamente uso adequado delas. O que de fato se nota é que ainda não conseguimos desenvolver de forma massiva metodologias para que os professores possam fazer uso dessa ampla gama de tecnologias da informação e comunicação, que poderiam ser úteis no ambiente educacional.
Quais devem ser as políticas públicas para incentivar as tecnologias em sala de aula?
Elas precisam ter um componente fundamental de formação e atualização de professores, de forma que a tecnologia seja de fato incorporada no currículo escolar, e não vista apenas como um acessório ou aparato marginal. É preciso pensar como incorporá-la no dia a dia da educação de maneira definitiva. Depois, é preciso levar em conta a construção de conteúdos inovadores, que usem todo o potencial dessas tecnologias. Não basta usar os recursos tecnológicos para projetar em uma tela a equação "2 + 2 = 4". Você pode escrever isso no quadro negro, com giz. A questão é como ensinar a matemática de uma maneira que só é possível por meio das novas tecnologias, porque elas fornecem possibilidades de construção do conhecimento que o quadro negro e o giz não permitem. Por fim, é preciso preocupar-se com a avaliação dos resultados para saber se essas políticas de fato fazem a diferença.
As novas tecnologias já fazem parte da formação dos professores?
Ainda é preciso avançar muito. Os dados disponíveis mostram que, infelizmente, ainda é muito incipiente a formação de professores com a perspectiva de criação de competências no uso das tecnologias na escola. Com relação à formação continuada, ou seja, à atualização daqueles profissionais que já estão em serviço, aparentemente nós temos avanços um pouco mais concretos. Há uma série de programas disponíveis que oferecem recursos a eles.
Para os alunos, qual o impacto de conviver com professores ambientados com as novas tecnologias?
As avaliações mais sólidas a esse respeito estão acontecendo no âmbito da União Europeia. Elas mostram que a introdução das tecnologias nas escolas aliada a professores capacitados têm feito a diferença em alguma áreas, aumentando, por exemplo, o potencial comunicativo dos alunos.
As relações dentro da sala de aula mudam com a chegada da tecnologia?
O que tem acontecido - e acho que isso é positivo, se bem aproveitado - é que a relação de poder professor-aluno ganha uma nova dinâmica com a incorporação das novas tecnologias. Isso acontece porque os alunos têm uma familiaridade muito grande com essas novidades e podem se inserir no ambiente da sala de aula de uma maneira muito diferente. Assim, a relação com o professor fica menos autoritária e mais colaborativa na construção do conhecimento.
É comum imaginar que em países com um alto nível educacional a integração das novas tecnologias aconteça mais rapidamente. Já em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde muitas vezes o professor tem uma formação deficitária, a incorporação seja mais lenta. Esse pensamento é correto?
Grandes questões sobre o assunto não se colocam apenas para países em desenvolvimento. É o caso, por exemplo, de discussões sobre como melhor usar a tecnologia e como treinar professores. O mundo todo discute esses temas, porque essas novas ferramentas convergentes são um fenômeno recente. Porém, também é correto pensar que nações onde as pessoas são mais conectadas e têm mais acesso a dispositivos devem adotar a tecnologia em sala de aula de modo mais amplo e produtivo. Outro fenômeno detectado no mundo todo é o chamado "gap geracional", ou seja, os professores não nasceram digitalizados, enquanto seus alunos, sim.
O senhor vê algum tipo de resistência nas escolas brasileiras à incorporação da tecnologia?
Não acredito que haja uma resistência no sentido de o professor acreditar que a tecnologia é maléfica, mas, sim, no sentido de que ele não sabe como utilizar as novidades. Não se trata de saber ou não usar um computador. Isso é o menor dos problemas. A questão em jogo é como usar equipamentos e recursos tecnológicos em benefício da educação, para fins pedagógicos. Esse é o pulo do gato.
Quais os passos para superar a formação deficitária dos professores?
A Unesco sintetizou em livros seu material de apoio, chamado Padrões de Competências em Tecnologia da Informação e da Comunicação para Professores. Ali, dividimos o aprendizado em três grandes pilares. O primeiro é a alfabetização tecnológica, ou seja, ensinamos a usar as máquinas. O segundo é o aprofundamento do conhecimento. O terceiro pilar é chamado de criação do conhecimento. Ele se refere a uma situação em que as tecnologias estão tão incorporadas por professores e alunos que eles passam a produzir conhecimento a partir delas. É o caso das redes sociais. É importante lembrar que esse processo não é trivial, ele precisa estar inserido na lógica da formação do professor. Não se deve achar que a simples distribuição de equipamentos resolve o problema.
Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/desafio-aos-professores-aliar-tecnologia-educacao
Esse é um Vídeo super interessante que achei, e resolvi compartilhar com vocês.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=CJWOFbuwiPg&feature=related
By: Soraya Copatti Hartwig
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